Cirurgia Plástica da Face

Otoplastia: o Que É, Para Quem É Indicada e Como É Feita

Otoplastia: o Que É, Para Quem É Indicada e Como É Feita — Dr. Guilherme Monteiro, cirurgião plástico em São Luís (MA)

Tem quem cresça se penteando de um jeito específico só para “esconder” as orelhas. Tem quem evite rabo de cavalo, cabelo curto ou tomar vento no rosto por causa disso. As chamadas orelhas de abano, ou outras alterações na forma e no posicionamento das orelhas, costumam incomodar desde a infância e seguir incomodando na vida adulta — e isso não tem relação nenhuma com vaidade excessiva, é sobre se sentir confortável com a própria imagem.

É justamente esse tipo de queixa que motiva a procura pela otoplastia, a cirurgia de correção das orelhas. Vamos explicar o que é o procedimento, quem costuma se beneficiar dele e como ele é planejado.

O que é a otoplastia

Otoplastia é o procedimento cirúrgico que remodela a cartilagem da orelha, corrigindo seu formato, tamanho ou posicionamento em relação à cabeça. O objetivo mais comum é reduzir a projeção das orelhas, aproximando-as do crânio, mas o procedimento também pode corrigir assimetrias, dobras irregulares da cartilagem ou outras alterações congênitas.

Para quem a otoplastia é indicada

A otoplastia costuma ser considerada por pacientes que apresentam:

  • Orelhas de abano, ou seja, com projeção acentuada em relação à cabeça;
  • Assimetria perceptível entre as duas orelhas;
  • Alterações no formato da cartilagem presentes desde o nascimento;
  • Deformidades causadas por traumas ou cirurgias anteriores.

É um dos poucos procedimentos de cirurgia plástica que pode ser indicado ainda na infância, geralmente a partir do momento em que a cartilagem da orelha já atingiu boa parte do seu desenvolvimento, o que costuma ocorrer por volta dos cinco ou seis anos de idade. Ainda assim, cada caso pediátrico exige avaliação própria, e muitos pacientes só buscam a correção quando já são adultos.

Impacto na autoestima

Não é incomum que o incômodo com a aparência das orelhas comece na infância, por conta de comentários e apelidos, e se estenda por anos. Embora a motivação seja predominantemente estética, o efeito sobre a autoestima e a forma como a pessoa se relaciona com penteados, acessórios e até esportes é um fator relevante considerado durante a avaliação.

Como o procedimento costuma ser realizado

  • Avaliação inicial: análise da anatomia da cartilagem, do grau de projeção das orelhas e das expectativas do paciente ou, no caso de crianças, dos pais;
  • Tipo de anestesia: pode ser local com sedação ou geral, a depender da idade do paciente e da extensão da correção necessária;
  • Incisão: geralmente feita na parte posterior da orelha, na região onde ela se encontra com a cabeça, para que a cicatriz fique escondida;
  • Remodelação da cartilagem: o cirurgião ajusta a curvatura e o posicionamento da cartilagem, podendo utilizar suturas internas para manter o novo formato;
  • Curativo compressivo: ao final, geralmente é colocado um curativo ou faixa para proteger a região e ajudar a manter o resultado do reposicionamento nos primeiros dias.

Benefícios possíveis

Entre os benefícios comumente associados à otoplastia estão maior proporção entre as orelhas e o restante do rosto, e mais liberdade para usar cabelo curto, presos ou acessórios sem constrangimento. Como em qualquer cirurgia plástica, Resultados variam de paciente para paciente e dependem de avaliação médica individual. O planejamento é sempre individualizado, considerando a cartilagem, a pele e as expectativas de cada paciente.

Uma decisão que pode envolver toda a família

Quando o procedimento é considerado ainda na infância, a decisão costuma envolver uma conversa cuidadosa entre pais, criança e cirurgião, respeitando o tempo e o desejo da própria criança em relação ao procedimento. Em qualquer idade, a consulta médica é o momento certo para esclarecer dúvidas, entender riscos e alinhar expectativas de forma realista.

Cada rosto e cada corpo têm suas próprias proporções, e a indicação de qualquer procedimento cirúrgico depende sempre de uma avaliação individual, feita presencialmente, considerando histórico de saúde, anatomia e expectativas. Se você quer entender se esse procedimento faz sentido para o seu caso, o primeiro passo é conversar com um cirurgião plástico. Agende sua consulta com o Dr. Guilherme Monteiro e tire suas dúvidas com quem pode, de fato, avaliar você.