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Prótese Mamária por Via Axilar: o que é, indicações e como funciona
Entre as primeiras perguntas de quem pensa em colocar prótese de silicone, uma das mais frequentes é: “onde vai ficar a cicatriz?”. É uma preocupação legítima — a cicatriz vai fazer parte do corpo por toda a vida, e a forma como ela é planejada influencia diretamente a experiência da paciente com o resultado. É nesse contexto que entra a técnica de colocação de prótese mamária por via axilar.
O que é a via axilar
A via axilar é uma das possíveis vias de acesso cirúrgico para o implante de silicone nas mamas. Em vez de uma incisão na própria mama — seja ao redor da aréola ou no sulco inframamário —, o cirurgião realiza a incisão na região da axila, geralmente com auxílio de endoscopia para visualizar melhor o trajeto interno até o bolso onde a prótese será posicionada.
Na prática, isso significa que a cicatriz fica escondida na dobra natural da axila, fora da região da mama propriamente dita. Como toda técnica cirúrgica, ela tem suas particularidades e nem toda paciente é candidata ideal — a decisão sobre a via de acesso é sempre feita em conjunto com o cirurgião, considerando anatomia e objetivo do procedimento.
Para quem costuma ser indicada
A escolha da via de acesso depende de uma avaliação individual, mas de forma geral a via axilar costuma ser considerada para pacientes que:
- Buscam aumento mamário sem cicatriz visível diretamente na região da mama;
- Ainda não realizaram cirurgia mamária anteriormente, já que é uma técnica mais utilizada em casos primários;
- Não apresentam ptose (queda) mamária significativa, uma vez que a via axilar tem limitações para corrigir excesso de pele ao mesmo tempo;
- Têm anatomia compatível com o trajeto necessário até o bolso da prótese, avaliada no exame físico.
Em casos que envolvem correção de flacidez importante ou remodelação mais complexa da mama, outras vias de acesso podem ser mais adequadas — por isso a avaliação presencial é indispensável antes de qualquer definição.
Como funciona o planejamento e a cirurgia
O processo começa com uma consulta detalhada, na qual o cirurgião avalia a anatomia torácica, a qualidade da pele, o volume mamário atual e as expectativas da paciente em relação a tamanho e formato. Essa etapa costuma incluir também a escolha do tipo e perfil de prótese mais adequado ao biotipo de cada paciente.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral, com a incisão feita na axila e o implante conduzido através de um túnel até a posição planejada, atrás do tecido mamário ou do músculo peitoral, a depender do caso. O uso de endoscopia ajuda a tornar esse trajeto mais preciso, reduzindo a necessidade de “trabalhar às cegas” nessa via de acesso.
Pontos frequentemente associados à técnica
Os resultados variam conforme a anatomia e a cicatrização de cada paciente, mas entre os aspectos costumeiramente discutidos sobre a via axilar estão:
- Ausência de cicatriz na própria mama, o que costuma ser valorizado por parte das pacientes;
- Possibilidade de reintervenção futura por outra via, caso necessário, sem somar cicatrizes na região mamária;
- Necessidade de técnica cirúrgica específica e domínio da instrumentação endoscópica por parte do cirurgião.
Naturalidade e proporção como referência de planejamento
Independentemente da via de acesso escolhida, o planejamento de um aumento mamário deve levar em conta a proporção entre o volume da prótese e a estrutura corporal da paciente — largura do tórax, quantidade de tecido mamário já existente e elasticidade da pele. Não existe um tamanho “ideal” universal: o que funciona bem para um corpo pode não ser adequado para outro, e cada resultado depende dessa análise individual.
A importância da consulta de avaliação
Antes de decidir pela via axilar ou por qualquer outra técnica, é fundamental passar por uma consulta presencial completa, com exame físico, histórico de saúde e conversa franca sobre riscos, limitações e expectativas. Esse é o momento em que o cirurgião pode confirmar se a via axilar é, de fato, a mais indicada para o seu caso específico.
Cada rosto e cada corpo têm suas próprias proporções, e a indicação de qualquer procedimento — cirúrgico ou minimamente invasivo — depende sempre de uma avaliação individual, feita presencialmente, considerando histórico de saúde, anatomia e expectativas realistas. O resultado varia de paciente para paciente. Se você quer entender se esse procedimento faz sentido para o seu caso, o primeiro passo é conversar com um cirurgião plástico. Agende sua consulta com o Dr. Guilherme Monteiro e tire suas dúvidas com quem pode, de fato, avaliar você.